"O UNIVERSO SE PARECE MAIS COM UM GRANDE PENSAMENTO DO QUE COM UMA GRANDE MÁQUINA" Sir James Jeans (1877 - 1946) Astrofísico Inglês

16 novembro 2006

KYOTO: uma chance?


O Protocolo de Kyoto constitui-se em um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa, considerado, de acordo com a maioria das investigações científicas, como a causa do aquecimento global.
Discutido e negociado em Kyoto, no Japão, em 1997, foi aberto para assinaturas em 16 de março de 1998, sendo ratificado em 15 de março de 1999. Entrou oficialmente em vigor em 16 de fevereiro de 2005, depois que a Rússia o ratificou em novembro de 2004.
Por ele se propõe um calendário pelo qual os países desenvolvidos teriam a obrigação de reduzir a quantidade de gases poluentes em, pelo menos, 5,2% até 2012, em relação aos níveis de 1990. Os países signatários terão de colocar em prática planos para reduzir a emissão desses gases entre 2008 e 2012.
A redução das emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas. O protocolo estimula os países signatários a cooperarem entre si através de ações básicas:
- Reformar os setores de energia e transportes;
- Promover o uso de fontes energéticas renováveis;
- Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção;
- Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e sistemas energéticos;
- Proteger florestas e outros sumidouros de carbono.

Se o Protocolo de Kyoto for implementado com sucesso, estima-se que deva reduzir a temperatura global entre 0,02 ºC e 0,28ºC até 2050. Entretanto, isto dependerá muito das negociações pós-período 2008/2012, pois há comunidades cientificas que afirmam categoricamente que a meta de redução de 5,2% em relação aos níveis de 1990 é insuficiente para a mitigação do aquecimento global.
Discutido e negociado em Kyoto, no Japão, em 1997, foi aberto para assinaturas em 16 de março de 1998, sendo ratificado em 15 de março de 1999. Entrou oficialmente em vigor em 16 de fevereiro de 2005, depois que a Rússia o ratificou em novembro de 2004.
Por ele se propõe um calendário pelo qual os países desenvolvidos teriam a obrigação de reduzir a quantidade de gases poluentes em, pelo menos, 5,2% até 2012, em relação aos níveis de 1990. Os países signatários terão de colocar em prática planos para reduzir a emissão desses gases entre 2008 e 2012.
A redução das emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas. O protocolo estimula os países signatários a cooperarem entre si através de ações básicas:
Reformar os setores de energia e transportes;
Promover o uso de fontes energéticas renováveis;
Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção;
Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e sistemas energéticos;
Proteger florestas e outros sumidouros de carbono.
Se o Protocolo de Kyoto for implementado com sucesso, estima-se que deva reduzir a temperatura global entre 0,02 e 0,28ºC até 2050. Entretanto, isto dependerá muito das negociações pós-período 2008/2012, pois há comunidades cientificas que afirmam categoricamente que a meta de redução de 5,2% em relação aos níveis de 1990 é insuficiente para a mitigação do aquecimento global.
Os Estados Unidos e o Protocolo
Os Estados Unidos da América negaram-se a ratificar o Protocolo de Kyoto, de acordo com a alegação do presidente George W. Bush de que os compromissos acarretados pelo mesmo interfeririam negativamente na economia norte-americana.
A casa Branca também questiona o consenso científico de que os poluentes emitidos pelo homem possam causar a elevação da temperatura da Terra.
Contudo, mesmo o governo dos Estados Unidos não assinando o Protocolo alguns municípios, Estados (Califórnia) e donos de indústrias do nordeste do país já começaram a pesquisar maneiras para reduzir a emissão de gases tóxicos — tentando, por sua vez, não diminuir sua margem de lucratividade com tal atitude.
Entretanto, é necessário fazer estudos minuciosos sobre a quantidade de carbono que uma floresta é capaz de absorver, para que não haja super ou sub-valorização de quantias pagas por meio dos créditos de carbono (forma transacional pela qual os países ricos podem promover a redução da emissão de gases fora de seu território). Porém, a partir da Conferência de Johannesburgo, esta proposta tornou-se inconsistente em relação aos objetivos do Tratado, qual seja, a redução da emissão de gases que agravam o efeito estufa. Deste modo, a política deve ser deixar de poluir e não poluir onde há florestas, pois o saldo desta forma continuaria negativo para com o planeta.
Sumidouros de carbono
Em julho de 2001 o Protocolo de Kyoto foi referendado em Bonn, Alemanha, quando abrandou o cumprimento das metas previstas anteriormente através da criação dos "sumidouros de carbono". Segundo essa proposta, os países que tivessem grandes áreas florestadas, que absorvem naturalmente o CO2, poderiam usar essas florestas como crédito em troca do controle de suas emissões. Devido à necessidade de manter sua produção industrial, os países desenvolvidos, os maiores emissores de CO2 e de outros poluentes, poderiam transferir parte de suas indústrias mais poluentes para países onde o nível de emissão é baixo ou investir nesses países, como parte de negociação.
até 2050. Entretanto, isto dependerá muito das negociações pós-período 2008/2012, pois há comunidades cientificas que afirmam categoricamente que a meta de redução de 5,2% em relação aos níveis de 1990 é insuficiente para a mitigação do aquecimento global.

Os Estados Unidos
Os Estados Unidos da América negaram-se a ratificar o Protocolo de Kyoto, de acordo com a alegação do presidente George W. Bush de que os compromissos acarretados pelo mesmo interfeririam negativamente na economia norte-americana.
A casa Branca também questiona o consenso científico de que os poluentes emitidos pelo homem possam causar a elevação da temperatura da Terra.
Contudo, mesmo o governo dos Estados Unidos não assinando o Protocolo alguns municípios, Estados (Califórnia) e donos de indústrias do nordeste do país já começaram a pesquisar maneiras para reduzir a emissão de gases tóxicos — tentando, por sua vez, não diminuir sua margem de lucratividade com tal atitude.
Entretanto, é necessário fazer estudos minuciosos sobre a quantidade de carbono que uma floresta é capaz de absorver, para que não haja super ou sub-valorização de quantias pagas por meio dos créditos de carbono (forma transacional pela qual os países ricos podem promover a redução da emissão de gases fora de seu território). Porém, a partir da Conferência de Johannesburgo, esta proposta tornou-se inconsistente em relação aos objetivos do Tratado, qual seja, a redução da emissão de gases que agravam o efeito estufa. Deste modo, a política deve ser deixar de poluir e não poluir onde há florestas, pois o saldo desta forma continuaria negativo para com o planeta.

Sumidouros de Carbono
Em julho de 2001 o Protocolo de Kyoto foi referendado em Bonn, Alemanha, quando abrandou o cumprimento das metas previstas anteriormente através da criação dos "sumidouros de carbono". Segundo essa proposta, os países que tivessem grandes áreas florestadas, que absorvem naturalmente o CO2, poderiam usar essas florestas como crédito em troca do controle de suas emissões. Devido à necessidade de manter sua produção industrial, os países desenvolvidos os maiores emissores de CO2 e de outros poluentes, poderiam transferir parte de suas indústrias mais poluentes para países onde o nível de emissão é baixo ou investir nesses países, como parte de negociação.